Centro Espírita Caridade e Fé: Em Prol da Saúde e dos Conhecimentos do Bem!
Perdoa
Perdoa aqueles que uma dia te abandonaram
Na rua das tristezas te deixaram
Perdoa aqueles que não mais te compreenderam
Que nos caminhos desapareceram, perdoa
Perdoa aqueles que estão na caridade
Mas que ainda sentem a vaidade no coração
Perdoa, às vezes você pode ter errado
Olha pra frente e segue, e segue
Perdoa aqueles que não podem mais sorrir
Perdoa os que falam mal de ti
Perdoa aqueles que não sabem aonde vão
Perdidos entre as flores da ilusão, perdoa
Perdoa, não sabes toda dor do teu amigo
Não queiras que ele ande sempre contigo, perdoa
Perdoa o viajor que passa apressado
É teu irmão e amigo, perdoa, perdoa
Perdoa, perdoa
O caranguejo
O pregador anunciou:
- Meus caros amigos, tenho três notícias. Uma boa e duas más.
Um murmúrio percorreu a comunidade reunida.
O que está acontecendo?
- A primeira notícia má, algo que todos já notaram: nosso templo está em péssimas condições. Necessita de uma reforma.
Expectativa...
- A notícia boa: temos o dinheiro!
Sorrisos.
- A outra notícia má: o dinheiro está no bolso de vocês!
Esta pitoresca história ajusta-se com perfeição às lides espíritas: Há dinheiro para sustentar e dinamizar os Centros Espíritas, em reformas e ampliação de serviços. Só há um probleminha: Está no bolso dos espíritas.
À luz da Doutrina, particularmente do apelo fundamental contido na máxima de Kardec - Fora da Caridade não há Salvação - os Centros bem orientados transforma-se em células atuantes e empreendedoras envolvendo, além da atividade doutrinária, a assistência e a promoção de famílias carentes, creches, berçários, hospitais, escolas, albergues, lares da infância e da velhice...
Está implícita nos textos doutrinários uma permanente convocação às atividades voluntárias em favor do bem comum.
É preciso estar muito distraído ou indiferente para não perceber isso.
Infelizmente, partindo do princípio de que o Espiritismo é a doutrina da consciência livre, essas iniciativas ficam ao arbítrio das pessoas que, mesmo quando se conscientizam, tendem a estabelecer cotas mínimas de participação e contribuição.
Isso ocorre particularmente em relação ao dinheiro, o chamado vil metal, quando usado em interesses pessoais, mas que poderia ser transformado em metal nobre para atender as carências humanas.
Em muitos centros esse assunto é tabu.
Alega-se que falar em dinheiro passaria a impressão de que estamos cobrando por benefícios prestados àqueles que buscam ajuda espiritual.
Cotizam-se alguns diretores para pagar despesas básicas - zelador, água, luz, telefone, limpeza...
Quando se cogita de qualquer novidade, envolvendo um serviço assistencial, a pintura inadiável, a ampliação necessária, a despesa inesperada, dão tratos ao bestunto os dirigentes, pensando em almoços, bazares, feiras, sorteios, campanhas de jornais, livros, vidro, garrafas, alumínio, plástico e tudo o mais que possa render alguns trocados.
É louvável, mas seria muito mais prático e produtivo se todos se dispusessem a contribuir regularmente, considerando que integram uma sociedade espírita que, como ocorre com todas elas, deve exigir de seus participantes o cumprimento de determinados deveres estatutários, a começar por um elementar "pagar uma contribuição mensal."
Outra questão espinhosa: o valor da contribuição.
Geralmente as pessoas oferecem suas obras. Justamente por isso muitas não contribuem.
é que, segundo seus programas, há sempre compromissos inadiáveis que absorvem as disponibilidades.
-Estou reformando minha casa...
-Viajarei de férias...
- Troquei de automóvel...
- Ampliei meus negócios...
- Fiz investimentos...
- Meu filho entrou na faculdade...
- Há gente doente em casa...
Oportuno lembrar a passagem evangélica da viúva pobre, em Lucas, 21:1-4 :
"Olhando Jesus, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também uma viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas. E disse: Em verdade vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava, mas ela, da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha."
A observação do Mestre é de clareza meridiana...
Enquanto nossas contribuições girarem em torno de sobras, pouco faremos, enquanto na contabilidade dos interesses particulares sempre falta o necessário.
Mesmo generosos saldos credores são registrados como reserva técnica para atender problemas eventuais.
Resultado: nunca sobra nada.
A experiência demonstra que quando superamos essa tendência e nos dispomos a contribuir generosamente, somos recompensados com bençãos que o dinheiro não pode comprar.
Lembro-me de um amigo comprometido com a usura.
Para desespero seu, gastava muito com problemas de saúde, pessoais e familiares. Nunca tinha disponibilidades a oferecer, sempre temeroso de lhe faltarem recursos para atender aos males que se sucediam.
Um dia criou coragem, livrou-se do caranguejo (as pessoas muito apegadas parecem ter o crustáceo no bolso, guardando seu dinheiro).
Com grande constrangimento, timidamente em princípio, começou a usar os seus haveres para atender às carências alheias.
Para sua surpresa, quanto mais oferecia, menos gastava com médicos e remédios.
Uma boa troca.
Poderíamos, em favor dessa tese, lembrar que: Quem dá aos pobres, empresta a Deus.
Considerando que em última instância, tudo pertence a Deus, somos apenas depositários do dinheiro que amoedamos.
A mordomia justa e perfeita será sempre aquela que nos leva a atender os filhos de Deus com seu próprio dinheiro, transitoriamente confiado à nossa administração.
Vale lembrar, a esse propósito, o célebre conto de Tagore, em que um aldeão, procurado pelo Senhor da Vida, deu-lhe apenas um grão do trigo que trazia em seu alforje.
Depois, em casa, constatou que no lugar do grão doado estava uma gema preciosa.
E lamentou o parcimonioso doador:
- Tolo que fui! Deveria ter entregado todo o trigo ao Senhor da Vida!
O valor da contribuição e sua regularidade são um assuntos resolvido pelos evangélicos.
Com base em textos bíblicos, estabelecem o dízimo, a décima parte do rendimento dos fiéis, entregue mensalmente à igreja.
Uma serviçal doméstica ganhava perto de dois salários mínimos. Antes de qualquer iniciativa, retirava os sagrados dez por cento para a igreja que frequentava, embora lhe fizessem falta. Viúva, tinha quatro filhos pequenos. Não obstante, contribuía religiosamente, considerando que seria um "roubo" ficar com o "dinheiro de Deus."
Poderemos questionar tamanho rigor, não obstante a lição de Jesus, mas é inegável que dá resultado. Os profitentes levam a sério a necessidade de contribuir e com isso as igrejas brotam em todos os bairros e o movimento cresce a olhos vistos.
De modo próprio deveríamos fixar uma porcentagem sobre rendimentos, destinada às obras espíritas, superando um problema que é frequente nos Centros Espíritas:
O dinheiro para a necessária reforma, a pintura, a instalação do serviço assistencial, a publicação de periódicos, a biblioteca, a livraria espírita e muito mais, permanece sequestrado pelo caranguejo em nosso bolso.
(Richard Simonetti, Revista Reformador, Abril 1999, págs. 11 e 12)
Amigos distantes
Ter um bom amigo é um dos maiores prazeres da vida. Contudo, ser bom amigo é um dos mais nobres e mais difíceis compromissos.
Nos dias que vivemos, parece que esse compromisso vai se tornando mais difícil.
Crescemos ao lado de alguém, convivemos, tornamo-nos amigos inseparáveis.
Então, um dia, motivos profissionais, familiares ou financeiros, nos remetem a outras paragens, muito distantes dos amigos.
Os anos passam, as tarefas se multiplicam, a vida nos envolve com tantas coisas, e o tempo vai se tornando sempre mais curto para os amigos... Tão distantes.
Por isso, algumas dicas podem ser colocadas em prática, a fim de não se perder essa preciosidade que se chama amizade.
Primeiro: Marque encontros.
A freqüência com que você poderá fazer isso dependerá de tempo, distância, finanças e muitos outros fatores.
Contudo, se não for possível sempre, procure estar pessoalmente presente ao menos uma vez por ano.
Segundo: invista na empresa de telefonia.
O telefone pode se tornar uma linha viva de comunicação entre amigos que estão longe um do outro.
Hoje, as companhias telefônicas se esmeram em ofertar ao usuário um preço mais acessível que a concorrente.
Aproveite. E pense em sua conta telefônica como um investimento em sua amizade.
Terceiro: use a tecnologia.
Utilize o fax, o computador para enviar mensagens. Mande e-mails, mas não fique copiando e-mails enormes da internet, mensagens de outros.
Escreva você mesmo, com suas palavras. Isso vale muito mais. Seja breve. Se o seu tempo é precioso, o do amigo também é.
Mensagens retiradas da internet são recebidas às dezenas, duplicadas ou triplicadas. Não têm o mesmo valor.
O seu e-mail será único e é isso que importa para a amizade.
Quarto: envie fotos.
Este é um modo excelente do amigo saber como estamos. Faça cópias de fotos suas, em diferentes lugares, em diversas situações e mande, vez ou outra, aos amigos.
Não esqueça de escrever uma notinha no verso. Reconhecer sua letra será sempre emocionante.
Quinto: passem férias juntos.
Encontrem-se em algum lugar, entre as cidades de vocês. Consulte colônia de férias, hotéis, lugares bons e combinem passar uma semana divertindo-se e renovando a amizade.
Coloquem o papo em dia. Recordem bons momentos e produzam outros tantos para recordar, nos dias de separação que tornarão a acontecer.
Sexto: pelo menos diga “oi”.
Se você estiver muito ocupado, atolado em papéis e obrigações, sem tempo para respirar;
Se acha que não tem condições de escrever ou telefonar, mesmo assim separe cinco minutos para escrever num cartão postal “oi, tudo bem?”.
Ou então, apanhe o telefone e pergunte: “tudo bem, aí? Até depois!”
Mantenha as linhas de comunicação abertas.
Sétimo: ore pelos seus amigos.
A oração estabelece linhas de comunicação invisíveis, ao tempo em que, igualmente, estará rogando a proteção dos céus ao amigo que, por vezes, está passando por situação dolorosa.
Ore sempre e com fidelidade. Recomende seus amigos a Deus, aos bons espíritos.
É possível que você não consiga seguir todos esses itens, mas tente, começando ao menos com um deles.
Porque o único meio de conservar um amigo é ser amigo.
***
Invista na bolsa de valores da amizade, todos os dias. Os lucros sempre serão compensadores.
Lembre-se: amigo verdadeiro é aquele que compartilha todas as tristezas e dobra as alegrias.
Seja amigo!
O amigo alegre é como um dia de sol, que lança seu brilho em tudo à volta.
Seja um dia de sol, todos os dias.
Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Grandes citações sobre a amizade e cap. Dez idéias para permanecer perto quando se está distante, do livro Listas para aquecer o coração, de Alice Gray, Steve Stephens e John Nan Diest, ed. Atos.
Carência e dignidade
Estamos vivendo uma fase de transição na Terra.
Valores que até ontem regiam a vida em sociedade são colocados em dúvida.
Padrões de comportamento estão em constante alteração.
Em um mundo onde tudo muda demais, atenua-se a fronteira entre o correto e o incorreto.
Os freios morais tornam-se frágeis e nada mais parece chocante.
Nesse contexto, é frequente os homens perderem seus referenciais de valores.
Em consequência, acabam achando que tudo é válido e que o importante é realizarem as mais delirantes fantasias.
Os maiores desatinos são cometidos na seara afetiva, sob a singela justificativa de serem fruto de carência.
A liberdade tende a ser invocada como um valor absoluto, que não experimenta quaisquer limites.
O problema são as consequências desse gênero de comportamento.
Será que a ausência completa de pudor prepara dias de paz para as criaturas?
Experiências sexuais exóticas ou relacionamentos fugazes podem trazer algum sentimento de plenitude para os seus praticantes?
A falta de comedimento no vestir, no comer e no viver colabora para a saúde do corpo e da alma?
Em face da aparente ausência de limites para o comportamento humano, é conveniente recordar a sentença do apóstolo Paulo segundo a qual tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém.
Ante as muitas opções que nos são ofertadas, devemos verificar quais delas nos ajudam a atingir os nossos objetivos.
Se o mundo e seus valores não nos satisfazem e o fruir de estranhos divertimentos nos deixa uma sensação de vazio e insatisfação, eis um sinal a ser considerado.
Provavelmente, isso significa que já sentimos necessidade de plenitude, autoconhecimento, saúde e paz.
Sendo assim, não importa que à nossa volta imperem a libertinagem e a leviandade.
Somos responsáveis apenas por nossas decisões e por gerir nosso próprio processo evolutivo.
Na verdade, o homem moderno é profundamente carente.
Mas o fato de experimentar gozos de efêmera duração não lhe trará felicidade efetiva.
A carência real da Humanidade é de dignidade e de paz.
Ninguém se pacifica e dignifica instigando seus instintos e vivendo suas mais baixas fantasias.
Tal espécie de comportamento apenas estabelece laços com seres ainda desequilibrados.
Não banalizemos nossos carinhos e nem degrademos nossos corpos.
Sejamos criteriosos em nossos relacionamentos, pois as pessoas não são descartáveis.
Experiências fortuitas às vezes suscitam expectativas que talvez não estejamos dispostos a atender.
Mas, uma vez estabelecido o vínculo, este pode se tornar duradouro e pesado.
Afinal, ninguém brinca impunemente com a vida e os sentimentos dos outros.
A paz pressupõe poder observar os próprios atos com satisfação, sem remorso ou vergonha.
A dignidade é uma conquista do ser que domina a si próprio, que desenvolve valores e hábitos nobres.
Não devemos utilizar a solidão como desculpa para manter condutas ou relacionamentos levianos.
Esse sentimento pode ser melhor gerenciado com a prestação de serviços aos semelhantes, a adesão a grupos de estudo, ou de auxílio aos necessitados.
Do mesmo modo, a libido pede esforço educativo, para não se converter em fonte de dores e doenças.
Ao falarmos em carência, reflitamos sobre o que de fato nos falta.
Se nossa carência for de paz, plenitude de sentimentos e bem-estar, agir de modo digno e prudente é o melhor modo de supri-la.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita.
A Descoberta da Luz
Uma das maiores bênçãos concedidas a nós por DEUS, é o estudo e o conhecimento da doutrina espírita. As elucidações nos chegam como ondas benéficas semeando em cada um, o amor do CRISTO e transportando nossas mentes para recônditos jamais imaginados pela nossa atrofiada mente, ainda tão ofuscada pela neblina da ignorancia do ser. São tantas as descobertas e aprendizados, que nem a maior das alegrias alcançadas na terra superam a felicidade sentida a cada palavra compreendida, cada irmão reconhecido como sendo parte de nós.
Queridos irmãos nada supera a alegria de estar em contato com a espiritualidade através dos passos dados lado a lado com criaturas de extrema sabedoria e humildade, chegando ao ponto de nos carregar nos braços quando ainda enfermos de tantos atrasos adquiridos ao logo de vacilantes caminhadas, muitas vezes sem rumo, sem prumo, sem raciocínio, fraquejamos na caminhada.Qual não é a alegria ao nos reencontrarmos com aqueles entes queridos que julgávamos mortos e recebermos abraço com efusiva alegria cristã. Amados irmãos, a comunhão com os espíritos é o maior e melhor intercâmbio que podeis viver, e falamos todos a vós ainda presos a essa armadura grosseira e pesada que é o corpo material, estudem, creiam não só nas palavras lidas, muitas vezes em paginas decoradas e belas, mas com bem pouco princípio elucidativo dos planos de DEUS.
A terceira revelação está posta a frente de todos, esperando para ser estudada, compreendida e praticada, vos falta o querer, e essa é a parte mais difícil, a libertação dos entraves que se apresentam ornados de todos os nomes; é o trabalho que não dispensa tempo para o estudo, é a esposa e o filho que reclamam a companhia, os amigos que se melindram quando faltamos ao encontro social.
Aproveitemos o agora, pois daqui pouco poderá ser muito tarde. A lição reclama estudo, e o nosso próximo, a ajuda.
E como disse o Cristo, "AJUDA-TE, E O CÉU TE AJUDARÁ"
Muita Paz e Luz a Todos.
Josefina brito/Pedro Aguiar
Até Quando...?
- Até quando as criaturas de DEUS vão estar se agarrando somente as coisas materiais? Será que, por mais que vivam perturbações e dificuldades, as pessoas não compreendem que precisam sair desse mar de lama da inconsequência, da falta de amor ao próximo e a si mesmo.
-Até quando as pessoas sucumbirão sob os escombros da sua ignorância que parece não ter fim.
-Até quando DEUS será visto somente como um amuleto que se usa e depois se cobre com o manto da ignorância e incompreensão. Ativemo-nos, meus irmãos, pois serão chamados todos aqueles que não honrarem com os compromissos assumidos com nosso pai maior.
Fonte: livro -"Passando a Limpo"
ditado pelo espírito -Josefina Brito
Psicografado pelo médium - Pedro aguiar
Lançamento dia 21/07/13 ás 10:30 durante o evento do Primeiro Encontro de Mediunidade do Centro Espírita Caridade e Fé.
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