Definidas palestras de Maio no Caridade e Fé



Como integrante das atividades da União Municipal Espírita de Parnaíba, o Caridade e Fé definiu suas palestras de quintas-feiras para assuntos ligados ao tema central da campanha de Maio "Viver em Família".

Aos domingos, serão vivenciadas as palestras de temas do Evangelho Segundo o Espiritismo, pertencentes ao Cap. XIX, com exceção do segundo domingo, quando haverá uma homenagem às mães envolvendo crianças da evangelização infantil, jovens da mocidade espírita e demais trabalhadores.


Participe! O Centro Espírita Caridade e Fé está localizado na Rua Samuel Santos, 284, Bairro São Francisco em Parnaíba. 


Vídeo - Mediunidade com Jesus


Palestra realizada por Haroldo Dutra Dias na XII Feira do Livro do Centro Espirita Manoel Felipe Santiago, em Belo Horizonte MG, no dia 25 de abril de 2011.

Fonte: Youtube

Momento Espírita: "Como Aprender Virtudes"

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Como podemos nos tornar pessoas melhores? Como retirar do coração e da mente sentimentos e valores que não apreciamos mais, que não nos fazem bem?
Com certeza esse tipo de pensamento, esse desejo, essa preocupação nos ocorre, com certa frequência.
Perdemos a calma quando desejaríamos ter muita paciência.
Falamos rispidamente quando teríamos preferido não alterar a voz.
Utilizamos palavras rudes quando melhor seria que mantivéssemos a gentileza e os bons tratos.
Quantas vezes isso ocorre? Quantas vezes não nos vemos exatamente nessas situações?
Depois que os momentos de fúria passam, sentimos como que uma ressaca moral a nos maltratar, arrependidos por termos agido de forma tão desagradável.
Nesse momento, voltamos a nos perguntar: Como nos tornarmos pessoas melhores? Como nos modificarmos de dentro para fora?
Esse é o grande desafio de todos nós: conquistar o progresso moral, insculpindo em nossa intimidade valores nobres.
Porém, logo nos perguntamos: Como aprender aquilo que ainda não sabemos? Como nos alfabetizarmos nas lições que ainda não dominamos?
A lógica nos diz que, para um bom aprendizado, é necessário um bom mestre e uma boa cartilha.
Para se iniciar em um campo que desconhecemos, busquemos o melhor exemplo, a melhor referência.
E, quando falamos de progresso moral, da busca de virtudes que nos farão melhores, qual a melhor referência?
Quando questionados a respeito do tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo, os Espíritos superiores responderam a Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, em uma síntese perfeita: Jesus.
É por isso que, sem sombra de dúvida, afirmamos que Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que podemos aspirar na Terra.
Não há melhor Mestre para nos ensinar as virtudes do que Ele, o pastor das nossas almas.
Amoroso sem perder a firmeza, compreensivo sem ser complacente, Jesus oferece em Suas lições o melhor roteiro para as dificuldades morais que ainda atravessamos.
Reflitamos sobre as bem-aventuranças... Quantos de nós investimos nossa vida, ou educamos nossos filhos para que sejamos todos misericordiosos, ou mansos ou pacíficos?
Quantos acreditamos que é uma ventura ter sede e fome de justiça ou ainda chorar e ser pobre de espírito?
Sabedor das nossas dificuldades e mazelas, foi Jesus quem nos indicou buscá-lO, quando estivéssemos cansados e aflitos pois Ele nos aliviaria.
Ensinando que Seu fardo é leve e suave o Seu jugo, esclareceu que o grande alívio da alma é Sua proposta de amar.
Portanto, quando cansados de nós mesmos, quando fartos de repetir os mesmos erros e tropeçar nas mesmas dificuldades, busquemo-lO.
Seja na reflexão em torno de Seu Evangelho, seja na prece a nos conectar com Ele, buscar Jesus será sempre a terapia maior para nossa alma.
Quando, corajosamente, O adotarmos como o Modelo e Guia para nossos dias, alegrias e venturas terão morada permanente em nossos corações.
E, finalmente, alcançaremos a reforma interior que tanto desejamos.
Redação do Momento Espírita.
Em 26.4.2014.

Refletindo com Emmanuel "Não as Palavras"



"Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as palavras dos que andam inchados, mas a virtude." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 4:19.)

Cristo e os seus cooperadores não virão ao encontro dos aprendizes para conhecerem as palavras dos que vivem na falsa concepção do destino, mas sim dos que se identificaram com o espírito imperecível da construção evangélica.

É indubitável que o Senhor se interessará pelas obras; contudo, toda vez que nos reportamos a obras, geralmente os ouvintes somente se lembram das instituições materiais, visíveis no mundo, ricas ou singelas, simples ou suntuosas. Muita vez, as criaturas menos favorecidas de faculdades orgânicas, qual o cego ou o aleijado, acreditam-se aniquiladas ou inúteis, ante conceituação dessa natureza.

É que, comumente, se esquece o homem das obras de santificação que lhe compete efetuar no próprio espírito. Raros entendem que é necessário manobrar pesados instrumentos da vontade a fim de conquistar terreno ao egoísmo; usar enxada de esforço pessoal para o estabelecimento definitivo da harmonia no coração. Poucos se recordam de que possuem idéias frágeis e pequeninas acerca do bem e que é imprescindível manter recursos íntimos de proteção a esses germens para que frutifiquem mais tarde.

É lógico que as palavras dos que não vivem inchados de personalismo serão objeto das atenções do Mestre, em todos os tempos, mesmo porque o verbo é também força sagrada que esclarece e edifica. Urge, todavia, fugir aos abusos do palavrório improdutivo que menospreza o tempo na "vaidade das vaidades". Não olvides, pois, que, antes das obras externas de qualquer natureza, sempre fáceis e transitórias, tens por fazer a construção íntima da sabedoria e do amor, muito difícil de ser realizada, na verdade, mas, por isto mesmo, sublimada e eterna.


Fonte: Livro Vinha de Luz (Emmanuel/Chico Xavier)

Dia do Amor

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Hoje é o dia do amor.
Mas o que será o amor para nós? Será que é aquela vontade descomunal de estar ao lado de uma certa pessoa, e para isso fazemos coisas prodigiosas.
Ou quem sabe agir com e displicência, só porque as pessoas que nos cercam estão atrapalhando um relacionamento?
É, se formos relacionar aqui tudo que apelidamos de amor faltaria espaço para tantas comparações quase sempre chulas.
O amor que tantas vezes juramos  ter ou sentir por alguém, não passa de um sentimento de posse que se esvai ao primeiro sinal de desfalecimento ou quando descobrimos que não passou de uma mera ilusão onde só existia mesmo o desejo carnal onde a libido esfogueante  falou mais alto despertando em nós os mais ínfimos desejos de possuir, prender, e na maioria das vezes, machucar, deixando no par as mais profundas feridas, que comumente não são notadas, porque estão sangrando  no íntimo, lá no fundo do coração que se deixou levar pela volúpia de um momento que se foi logo após a consumação do ato sexual, deixando nada mais que que a decepção muitas vezes em todos os aspectos.
Outro amor mais que tudo presente no nosso meio, é o que direcionamos aos bens materiais... Há as riquezas... quantos de nós nutrimos um amor imensurável pelos nossos bens materiais chegando mesmo a virar fera ao perceber que alguém se mostra atraído ou só admirado por algo que nos pertence.
Qual será o amor real, alguém saberia me dizer? Na verdade todos sabemos mas é muito complicado pararmos pra pensar nessas "coisas"; fazer caridade, ajudar o próximo pelo menos com o que nos sobra à mesa, muito difícil não é meus irmãos?. Portanto sejamos mais comedidos ao sairmos por aí dizendo que amamos alguém, pois na atual consciência das criaturas, elas ainda não aprenderam sequer amar a si próprias; se assim fosse, não veríamos mais tantas pessoas se matando para conseguir estabilidade a qualquer custo; o que importa é ter dinheiro para suprir as vontades que mais se mostram como vícios e quase sempre o são.
Amar ainda está distante dos nossos parâmetros humanos, os sentimentos que habitam com propriedade ferrenha o nosso coração e a nossa mente é o ódio, associado à ganancia, a vaidade, o orgulho o egoísmo, a luxúria.
O amor habita em nós porque Deus nos criou com todos os sentidos, apesar de simples e ignorantes, a centelha divina do amor verdadeiro está lá no fundo da consciência de cada um...
Pense, conheça, renuncie a si mesmo e então terá dado o primeiro passo para descobrir o que é o amor...
Paz e Luz a Todos
                                                          Pedro Aguiar

RECADO AOS PAIS

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Oh espíritas! compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para nele progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem estar futuro. Lembrai-vos que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: que fizestes do filho confiado a vossa guarda? Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso. Então vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicitareis, para vós e para ele, outra encarnação em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor.
 
                                                                 ALLAN KARDEC
 
Fonte: O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO XIV
 

Oração de Todos Nós

 
Pai de infinita bondade, abre tuas asas de amor e paz sobre todos os teus filhos.
Abriga-nos da maledicência e perversidade verbal, e faz nascer em todos nós, a chama excelsa da bondade.
Infunde em todos nós, senhor, a esperança da vitória no bem, o bálsamo da caridade, a luz da compreensão.
Pai bondoso e justo, fortifica-nos para que a fadiga da ignorância não tenha lugar em nossa consciência, e que teu amor e benevolência nos leve até vós, para que ouçamos os cânticos maviosos entoados nos céus pelos anjos celestes que habitam no lar da perfeição do teu imenso amor.
Cura-nos da cegueira maldosa, para que não vejamos em nossos irmãos, só as máculas da imperfeição e permita que; meu pai, todo mal que ainda existe em nosso coração se transforme em fé e esperança em ti, para que um dia possamos merecer a oportunidade de galgarmos os campos celestes em tua companhia

                                                                       Que Assim  Seja

Fonte Livro: Passando a Limpo
Pelo espírito: Josefina Brito
Psicografia: Pedro Aguiar

Momento Espírita: "Ser Especial"

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Conta-se que um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de cem reais. Para as cerca de duzentas pessoas que se encontravam na sala, ele perguntou quem queria aquela nota.
Todos ergueram a mão.
Então, ele amassou a nota e perguntou outra vez quem desejava possuí-la. As mãos continuaram erguidas.
Ele amassou a nota um tanto mais. Depois de se encontrar bem amarrotada, a mostrou ao público e repetiu a pergunta.
Eles continuavam a querer a nota. Agora, pareciam ansiosos, esperando que ele decidisse, de uma vez por todas, quem a receberia.
Mas, o palestrante a colocou com cuidado sobre a mesa, procurando alisá-la, a fim de que melhorasse seu aspecto. Enquanto ia fazendo isso, lentamente, foi falando:
O que acabamos de vivenciar nos deve servir de grande lição. Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta nota, porque ela não perde o valor.
Amarrotada, amassada, dobrada, envelhecida, enrugada, ela continuará a ter o mesmo valor, cem reais.
Pois bem. Em nossas vidas também ficamos um tanto amassados, amarrotados pelas desilusões que nos permitimos, pelas dificuldades próprias da vida, pelo cansaço que vai tomando conta de nós.
Às vezes, nos dobramos ante o peso das dores que nos chegam. De outras, o pranto que derramamos pela perda financeira ou pelo abandono de um amigo, nos deixa com aspecto doentio, enrugado. É como se nos permitíssemos murchar pela dor.
Os anos pintarão marcas em nossas faces, alterando o brilho dos olhos e a maciez da pele. As mãos perderão algo da sua flexibilidade e as pernas demorarão um pouco mais para a realização dos movimentos.
A nossa memória poderá nos pregar algumas peças, ensejando-nos trocar nomes de pessoas, esquecer datas importantes ou fatos ocorridos.
De outras vezes, poderemos nos sentir como notas sujas, pelas decisões erradas que tomamos. É quando o remorso chega e tenta se assenhorear de nossa mente.
Quando tudo isso acontece, nos sentimos homens ou mulheres sem valor.
Mas, não é verdade. Não importa quanto estejamos sujos, maltratados, amarrotados, pisados, enrugados. Continuamos a ter valor. Um valor especial.
Isso porque cada um de nós é especial. Somos espíritos imortais e se, a caminho da perfeição, passamos por pântanos, estradas solitárias e lamaçais, ainda assim continuamos a ser especiais.
*   *   *
Não entremos em depressão por descobrir que somos uma pessoa com muitas falhas.
É sempre tempo de recomeçar. Levantemos a cabeça. Tomemos a decisão. E mudemos.
Se praticamos o mal, proponhamo-nos a consertar o que for possível.
Se estamos magoados, sacudamos a poeira dos sentimentos que nos deixam doentes, observemos o dia que nasce e conscientes de que somos únicos, adentremos pelos caminhos que produzem vontade de viver.
Se, por acaso, descobrirmos que ninguém nos ama, tenhamos certeza que, acima e além de todos, quem nos criou, nos ama de forma incondicional.
Assim, espanquemos a tristeza. Acabemos com o desânimo.
Lembremos: hoje é o melhor dia de toda nossa vida. E somos seres muito, muito especiais.

Redação do Momento Espírita, com base no
artigo 
Para um amigo especial, de autoria
ignorada.
Em 23.4.2014.

Refletindo com Emmanuel: "Esmola"



“Dai antes esmola do que tiverdes.”
Jesus (Lucas, 11:41)

A palavra do Senhor está sempre estruturada em luminosa beleza que não podemos perder de vista. No capítulo da esmola, a recomendação do Mestre, dentro da narrativa de Lucas, merece apontamentos especiais.

"Dai antes esmola do que tiverdes." Dar o que temos é diferente de dar o que detemos, A caridade é sublime em todos os aspectos sob os quais se nos revele e em circunstância alguma devemos esquecer a abnegação admirável daqueles que distribuem pão e agasalho, remédio e socorro para o corpo, aprendendo a solidariedade e ensinando-a.

É justo, porém, salientar que a fortuna ou a autoridade são bens que detemos provisoriamente na marcha comum e que, nos fundamentos substanciais da vida, não nos pertencem. O Dono de todo o poder e de toda a riqueza no Universo é Deus, nosso Criador e Pai, que empresta recursos aos homens, segundo os méritos ou as necessidades de cada um. Não olvidemos, assim, as doações de nossa esfera íntima e perguntemos a nós mesmos:

Que temos de nós próprios para dar?
Que espécie de emoção estamos comunicando aos outros?
Que reações provocamos no próximo?
Que distribuímos com os nossos companheiros de luta diária?
Qual é o estoque de nossos sentimentos?
Que tipo de vibrações espalhamos?

Para difundir a bondade, ninguém precisa cultivar riso estridente ou sorrisos baratos, mas, para não darmos pedras de indiferença aos corações famintos de pão da fraternidade, é indispensável amealhar em nosso espírito as reservas da boa compreensão, emitindo o tesouro de amizade e entendimento que o Mestre nos confiou em serviço ao bem de quantos nos rodeiam, perto ou longe.

É sempre reduzida a caridade que alimenta o estômago, mas que não esquece a ofensa, que não se dispõe a servir diretamente ou que não acende luz para a ignorância. O aviso do Instrutor Divino nas anotações de Lucas significa: — dai esmola de vossa vida íntima, ajudai por vós mesmos, espalhai alegria e bom ânimo, oportunidade de crescimento e elevação com os vossos semelhantes, sede irmãos dedicados ao próximo, porque, em verdade, o amor que se irradia em bênçãos de felicidade e trabalho, paz e confiança, é sempre a dádiva maior de todas.


Fonte: Livro Fonte Vida (Emmanuel/Chico Xavier)

PROGRESSÃO DOS MUNDOS

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O progresso é uma das leis da natureza; todos os seres da criação, animados e inanimados estão submetidos a ele, pela bondade de Deus, que quer que tudo engrandeça e prospere. A própria destruição que parece aos olhos do homens o termo das coisas, não é senão um meio de atingir, pela transformação, um estado mais perfeito, porque tudo morre para renascer, e coisa alguma se torna em nada.

Fonte: O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Capítulo-III

Devemos buscar nessa magnífica mensagem, a explicação para as supostas tragédias que comumente teem acontecido; os terremotos, maremotos, acidentes aéreos, navais e outros tantos meios pelos quais muitas vidas e também cidades desaparecem do orbi terrestre.
Deus não permite que esses acontecimentos nos alcancem sem um propósito. O que na maioria das vezes vemos e entendemos como grandes perdas materiais e humanas, são para que os lugares e pessoas que são atingidas dêem lugar a outras e no lugar de velhas moradias surjão novas edificações principalmente as que se referem a edificação moral, espiritual. O  que nos parece catástrofes sem par, é somente a mudança que o planeta precisa passar, e os homens quase que forçosamente terão que adequar-se a essas metamorfoses naturais esforçando-se para criar novos meios de sobrevivência, o que inclui moradia, alimento, vestimenta, tudo isso embasado na progressão espiritual necessária e porque não, obrigatória, pela qual todos precisamos passar.
compreendamos melhor a mensagem quando nos diz: "Tudo morre para renascer, e coisa alguma se torna em nada".
                                                                            Pedro Aguiar

O Espírito de Humberto de Campos e a crônica sobre Tiradentes

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Leia abaixo texto extraído do livro "Crônicas de Além-Túmulo", da lavra mediúnica de Chico Xavier através do espírito de Humberto de Campos.

Tiradentes

21 de abril de 1937,

Dos infelizes protagonistas da Inconfidência Mineira, no dia 21 de abril de todos os anos, aqueles que podem excursionar pela Terra volvem às ruínas de Ouro Preto, a fim' de se reunirem entre as velhas paredes da casa humilde do sítio da Cachoeira, trazendo a sua homenagem de amor à personalidade do Tiradentes. Nessas assembléias espirituais, que os encarnados poderiam considerar como reuniões de sombras, os preitos de amor são mais expressivos e mais sinceros, livres de todos os enganos da História e das hipocrisias convencionais.

Ainda agora, compareci a essa festividade de corações, integrando a caravana de alguns brasileiros desencarnados, que para lá se dirigiu associando-se às comemorações do proto mártir da emancipação do País. Nunca tive muito contato com as coisas de Minas Gerais, mas a antiga Vila Rica, atualmente elevada à condição de Monumento Nacional, pelas suas relíquias prestigiosas, sempre me impressionou pela sua beleza sugestiva e legendária. Nas suas ruas tortuosas, percebe-se a mesma fisionomia do Brasil dos Vice-Reis. Uma coroa de lendas suaves paira sobre. as suas ladeiras e sobre os seus edifícios seculares, embriagando o espírito do forasteiro com melodias longínquas e perfumes distantes.

Na terra empedrada, ainda existem sinais de passos dos antigos conquistadores do ouro dos seus rios e das suas minas e, nas suas igrejas, ainda se ouvem soluços de escravos, misturados com gritos de sonhos mortos, do seu valoroso heroísmo. A velha Vila Rica, com a névoa fria dos seus horizontes, parece viver agora com as suas saudades de cada dia e com as suas recordações de cada noite. Sem me alongar nos lances descritivos, acerca dos seus tesouros do passado, objeto da observação de jornalistas e escritores de todos os tempos, devo dizer que, na noite de hoje, a casa antiga dos Inconfidentes tem estado cheia das sombras dos mortos. Aí fui encontrar, não segundo o corpo, mas segundo o espírito, as personalidades de Domingos Vidal Barbosa, Freire de Andrada, Mariano Leal, José Joaquim da Maia, Cláudio Manuel, Inácio Alvarenga, Dorotéia de Seixas, Beatriz Francisca Brandão, Toledo Pisa, Luís de Vasconcelos e muitos outros nomes, que participaram dos acontecimentos relativos à malograda conspiração.

Mas, de todas as figuras veneráveis ao alcance dos meus olhos, a que me sugeria as grandes afirmações da pátria era, sem dúvida, a do antigo alferes Joaquim José da Silva Xavier, pela sua nobre e serena beleza. Do seu olhar claro e doce, irradiava-se toda uma onda de estranhas revelações, e não foi sem timidez que me acerquei da sua personalidade, provocando a sua palavra. Falando-lhe a respeito do movimento de emancipação política, do qual havia sido o herói
extraordinário, declinei minha qualidade de seu ex-compatriota, filho do Maranhão, que também combatera, no passado, contra o domínio dos estrangeiros.

- "Meu amigo - declarou com bondade -, antes de tudo, devo afirmar que não fui um herói e sim um Espírito em prova, servindo simultaneamente à causa da liberdade da minha terra. Quanto à Inconfidência de Minas, não foi propriamente um movimento nativista, apesar de ter aí ficado como roteiro luminoso para a independência da pátria.. Hoje, posso perceber que o nosso movimento era um projeto por demais elevado para as forças com que podia contar o Brasil daquela época, reconhecendo como o idealismo eliminou em nosso espírito todas as noções da realidade prática; mas, estávamos embriagados pelas idéias generosas que nos chegavam da Europa, através da educação universitária.

E, sobretudo, o exemplo dos Estados Americanos do Norte, que afirmaram os princípios imortais do direito do homem, muito antes do verbo inflamado de Mirabeau, era uma luz incendiando a nossa imaginação. O Congresso de Filadélfia, que reconheceu todas as doutrinas democráticas, em 1776, afigurou-se-nos uma garantia da concretização dos nossos sonhos. Por intermédio de José Joaquim da Maia procuramos sondar o pensamento de Jefferson, em Paris, a nosso respeito; mas, infelizmente, não percebíamos que a luta, como ainda hoje se verifica no mundo, era de princípios. O fenômeno que se operava no terreno político e social era o desprezo do absolutismo e da tradição, para que o racionalismo dirigisse a Vida dos homens.

Fomos os títeres de alguns portugueses liberais, que, na colônia, desejavam adaptar-se ao novo período histórico do Planeta, aproveitando-se dos nossos primeiros surtos de nacionalismo. Não possuíamos um índice forte de brasilidade que nos assegurasse a vitória, e a verdade só me foi intuitivamente revelada quando as autoridades do Rio mandaram prender-me na rua dos Latoeiros."

- E nada tendes a dizer sobre a defecção de alguns dos vossos companheiros? - perguntei. -"Hoje, de modo algum desejaria avivar minhas amargas lembranças. . . Aliás, não foi apenas Silvério quem nos denunciou perante o Visconde de Barbacena; muitos outros fizeram o mesmo, chegando um deles a se disfarçar como um fantasma, dentro das noites de Vila Rica, avisando quanto à resolução do governo da província, antes que ela fosse tomada publicamente, com o fim de salvaguardar as posições sociais de amigos do Visconde, que haviam simpatizado com a nossa causa. Graças a Deus, todavia, até hoje, sinto-me ditoso por ter subido sozinho os vinte degraus do patíbulo."

 - E sobre esses fatos dolorosos, não tendes alguma impressão nova a nos transmitir? E os lábios do Herói da Inconfidência, como se receassem dizer toda a verdade, murmuraram estas frases soltas: - "Sim. . . a Sala do Oratório e o vozerio dos companheiros desesperados com a sentença de morte... a Praça da Lampadosa, minha veneração pelo Crucifixo do Redentor e o remorso do carrasco. . . a procissão da Irmandade da Misericórdia, os cavaleiros, até o derradeiro impulso da corda fatal, arrastando-me para o abismo da Morte..."


E concluiu: - "Não tenho coisa alguma a acrescentar às descrições históricas, senão minha profunda repugnância pela hipocrisia das convenções sociais de todos os tempos."

Vídeo - Seminário "A Caminho da Luz", por Haroldo Dutra Dias

Fonte: Youtube

Caridade e Fé inicia construção do seu Regimento Interno



A manhã deste dia 21 de abril foi de muito trabalho no Caridade e Fé. Tarefeiros vinculados a seis departamentos da casa colaboraram na construção do capítulo V do Regimento Interno do Centro Espírita, documento que trata do funcionamento da instituição em suas minúcias.

Apoiados no livro Orientação ao Centro Espírita, formulado pelo Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, foram colocados no papel, de forma organizada e criteriosa as atividades já realizadas pela casa. Segundo a Presidente do Caridade e Fé Zilda Aguiar, uma comissão de quatro voluntários mais a diretoria executiva está construindo a redação do R.I. com base nas orientações da Feb e que ainda neste semestre o R.I. estará finalizado.

A metodologia empregada nas atividades foi a de oficina de trabalho. Após a fala de recepção da Presidente da casa, o Vice-Presidente Samuel Aguiar deu explicações quanto ao que cada departamento deveria fazer, qual o referencial e o que era o material disposto sobre as mesas.

Desta forma ao longo de duas horas e meia reuniram-se, discutiram e formularam as questões os departamentos de:

Educação Doutrinária




Infância



Mocidade



Mediúnico



Assistencial Espírita



e de Divulgação



Após intervalo para o lanche mais duas horas foram utilizadas para apresentação e aprovação da redação final de cada ítem construído. A manhã encerrou com o relato da presença e votos de estima da ex Vice-Presidente Teresinha Cunha, atualmente desencarnada, e com a leitura da mensagem Missão dos Espíritas, do espírito de Erasto, constante no Evangelho Segundo o Espiritismo.





A Presidente Zilda Aguiar fez um discurso de agradecimento e a prece final foi proferida por Cacau Junior, coordenador da Mocidade Espírita Caridade e Fé.

Palavras, Só Palavras

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Trancada em seus aposentos, a jovem professora preparava a aula de moral evangélica.
Consultava livros diversos, procurando inspiração e assunto.
Alinhava palavras ressaltando o benefício do perdão.
Coordenava frases de grande beleza, valorizando a piedade filial e a obediência aos pais.
Construía períodos sonoros, evidenciando a nobreza da humildade e do respeito.
Páginas inteiras foram preenchidas por conceitos  harmoniosos, considerando a importância inestimável da brandura e da educação.
Após algumas horas de serviço proveitoso, em que a belíssima aula de moral cristã fora confeccionada, a jovem abandonou o aposento, à procura do jantar.
Entretanto ao chegar à cozinha encontrando a mãe atrasada com os preparativos, provocou verdadeiro escândalo.
Falou em horário certo.
Relembrou o cumprimento das obrigações.
E tanto reclamou que, após alguns momentos, a pobre mãe sofreu uma crise nervosa, movimentando toda a casa com enorme confusão.
 
Fonte livro: Histórias da Vida
Pelos espíritos:Hilário Silva e Valérium
Psicografia: Antônio Baduy Filho.
 
Esta mensagem é um exemplo mais que vivo do nosso dia a dia.
Estamos sempre pregando belas palavras mas, constantemente, esquecemos de pratica-las; aproveitamos o menor deslize dos que nos cercam, para mostrar de forma asseverada nosso egoísmo e orgulho, usando muitas vezes o verbo ofensivo sem nos importarmos com a agressão que estamos dirigindo às pessoas que comumente são as mesmas que nos sustentam de todas as formas.
É importante que não só leiamos, mas que estudemos para que possamos pôr em prática constantemente as lições que nos são passadas nas palavras que o Mestre Divino nos oferta constantemente, pois se não as  práticarmos, de nada adiantará horas e horas de estudo.
Recordemos as palavras do Profeta "A Fé Sem Obras Se Faz Morta Em si"
Paz e Luz a Todos.
                                    Pedro Aguiar

Nasa descobre 1° exoplaneta habitável do tamanho da Terra

Imagem: Nasa

Cientistas descobriram o primeiro planeta fora do Sistema Solar de tamanho semelhante ao da Terra e onde pode existir água em estado líquido, o que o torna habitável.

A descoberta reforça a possibilidade de encontrar planetas similares à Terra na nossa galáxia, a Via Láctea, segundo uma equipe internacional de astrônomos liderada por um profissional da Nasa. O trabalho foi publicado na edição desta quinta-feira da revista científica americana Science.

"É o primeiro exoplaneta do tamanho da Terra encontrado na zona habitável de outra estrela", destaca Elisa Quintana, astrônoma do centro de pesquisas Ames, da Nasa, que ficou à frente da pesquisa.

"O que torna esta descoberta algo particularmente interessante é que este planeta, batizado de Kepler-186f, tem o tamanho terrestre e está em órbita ao redor de uma estrela classificada como anã, menor e menos quente do que o sol, na zona temperada onde a água pode ser líquida", afirmou. 

Considera-se que esta zona seja habitável poque a vida como a conhecemos tem possibilidades de se desenvolver naquele ambiente, segundo os pesquisadores.

Para Fred Adams, professor de Física e Astronomia da Universidade de Michigan, "trata-de de um passo importante na busca para descobrir um exoplaneta idêntico à Terra".

Fonte: Site Terra



Hoje, 18, tem Joanna de Ângelis no Caridade e Fé


Tema de hoje: Consciência e Hábitos.

De 18 de abril de 1857 a 18 de abril de 2014

Imagem: Feb

Neste 18 de abril comemoram-se 157 anos do lançamento da 1ª edição de O Livro dos Espíritos, à época, com apenas 501 questões.

A data é um marco na história do Espiritismo, pois, foi o primeiro livro da Codificação Kardequiana sendo, portanto, a data de surgimento da Doutrina Espírita.

Momento Espírita: "Quando me Amo"

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Quando me amo...
Acendo uma luz que clareia meus porões esquecidos, deixando para trás os erros e derrotas de tempos idos, e volto a respirar.
Quando me amo...
Aprendo a olhar para dentro, descobrindo-me em parte “potência”, em parte “possibilidade” – aquilo que já sou, aquilo que serei; onde já estou, onde quero estar.
Quando me amo...
Acolho-me feito mãe acolhe um filho ferido: dando colo, amparando o choro, aconselhando a refazer os caminhos. Não me engole a culpa; não me desestimula a derrota.
Quando me amo...
Cuido do corpo, como o lavrador cuida de sua enxada – instrumento preciso de trabalho e de vida adorada.
Cuido também da nutrição da alma: o que escolho assistir, o que escolho ler, pensar e dizer.
Quando me amo...
Vejo minh´alma como a escultura debaixo do mármore de Michelangelo, e entendo que a dor é cinzel que vai retirando um pouco aqui, um pouco lá, até que tudo se transforme em belo Davi.
Quando me amo...
Clareio também a tua face, pois toda luz não fica guardada, não há quem disfarce, um farol a reluzir sobre um monte erguido no ar.
Quando me amo...
Inspiro o teu autoamor, para que possas te amar e crescer, assim  como nova flor, que um dia foi broto, que um dia foi semente, que um dia foi sonho de florescer.
Quando me amo...
Amo-te com mais profundidade, pois conhecendo-me, conheço-te melhor também.
*   *   *
A proposta de Jesus em torno do amor é das mais belas psicoterapias que existe:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, numa trilogia harmônica.
Como ainda temos dificuldade em conceber o absoluto, para nos adequarmos à proposição crística, invertemos a ordem do mandamento, amando-nos de início, a fim de desenvolver as aptidões que dormem em latência e acumularmos valores iluminativos, ao longo dos dias.
Assim, nosso grande caminho de amor precisa começar com o autoamor, pois sem autoamar-se, o homem não consegue amar ao seu próximo e tão pouco amar o Criador.
Começamos a jornada dentro de nós, pois autoamor pede autoconhecimento, pede mergulho profundo para dentro de nós.
O autoconhecimento é o meio prático mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir à atração do mal.
E quem trabalha por sua melhora está se autoamando.
Cada movimento que fazemos no sentido de desenvolver nossas aptidões, e de acumular valores que nos façam pessoas melhores, é autoamor.
Naturalmente, esse amor a nós mesmos nos conduzirá ao nosso próximo.
Primeiro, porque o autoamor só se constrói e se vitaliza no encontro.
Segundo, porque quando temos uma cota de amor mais madura, mais consciente, conseguimos amar o outro melhor.
Nossas relações se harmonizam, nosso coração fica em paz, nossas angústias desaparecem.
*   *   *
Que possamos nos proporcionar mais momentos de autoencontro, com o objetivo de aprimorar nosso autoamor, que é a chave de todo nosso desenvolvimento no Universo.

Redação do Momento Espírita, com base no poema
Quando me amo, de Andrey Cechelero e no cap. 13,
item 
Amor de plenitude, do livro Amor, Imbatível
Amor, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo
Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 16.4.2014.

Refletindo com Emmanuel: "Ensejo ao Bem"



“Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? — Então, aproximando-se, lançaram mão de Jesus e o prenderam.”
(MATEUS, 26: 50)

É significativo observar o otimismo do Mestre, prodigalizando oportunidades ao bem, até ao fim de sua gloriosa missão de verdade e amor, junto dos homens. 

Cientificara-se o Cristo, com respeito ao desvio de Judas, comentara amorosamente o assunto, na derradeira reunião mais íntima com os discípulos, não guardava qualquer dúvida relativamente aos suplícios que o esperavam; no entanto, em se aproximando, o cooperador transviado beija-o na face, identificando-o perante os verdugos, e o Mestre, com sublime serenidade, recebe-lhe a saudação carinhosamente e indaga: Amigo, a que vieste?

Seu coração misericordioso proporcionava ao discípulo inquieto o ensejo ao bem, até ao derradeiro instante. Embora notasse Judas em companhia dos guardas que lhe efetuariam a prisão, dá-lhe o título de amigo. Não lhe retira a confiança do minuto primeiro, não o maldiz, não se entrega a queixas inúteis, não o recomenda à posteridade com acusações ou conceitos menos dignos.

Nesse gesto de inolvidável beleza espiritual, ensinou-nos Jesus que é preciso oferecer portas ao bem, até à última hora das experiências terrestres, ainda que, ao término da derradeira oportunidade, nada mais reste além do caminho para o martírio ou para a cruz dos supremos testemunhos.

Fonte: Livro Caminho, Verdade e Vida (Emmanuel/Chico Xavier)

Caridade e Fé promove mais um curso básico de Espiritismo


Atendendo ao planejamento de 2014 deliberado pela reunião coletiva entre a diretoria executiva e departamental em novembro de 2013, mais uma edição do Curso Básico de Espiritismo ocorrerá no Caridade e Fé.

Será dia 27 de abril, de 08 ao meio dia e será ministrado mais uma vez pelo médium e orador espírita Pedro Aguiar Filho.

A primeira edição do curso ocorreu dia 23 de fevereiro deste ano e ao longo de 2014 será ministrado bimestralmente. O curso apresenta as noções básicas da D. E. como Deus, imortalidade da alma, pluralidade das existências e dos mundos habitados, comunicabilidade dos espíritos e a parte histórica do seu surgimento, além de refletir sobre a tríade ciência, filosofia e religião.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na livraria da casa, nos dias de atividades. 

A AFABILIDADE E A DOÇURA


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A benevolência com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura que lhe são a manifestação. Entretanto, é preciso sempre fiar-se nas aparências; a educação e o hábito do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há cuja  fingida bonomia não é senão, máscara para o exterior, uma roupagem cuja forma premeditada esconde as deformidades ocultas! O mundo está cheio dessas pessoas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são brandas contanto que nada as machuque, que mordem à menor contrariedade; cuja língua dourada, quando falam face a face se transmuda em dardo envenenado, quando estão por trás.
A essa classe pertencem ainda esses homens benignos por fora e que tiranos domésticos, fazem sofrer, sua família e seus subordinados, o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como querendo-se compensar do constrangimento que se impuseram alhures; não se atrevendo a usar autoridade sobre estranhos que os colocariam em seu lugar, eles querem ao menos ser temidos por aqueles que não podem resistir-lhes; sua vaidade alegra-se de poder dizer: “aqui eu mando e sou obedecido”; sem pensar que poderiam acrescentar com mais razão: “E sou detestado”.
Não basta que os lábios gotejem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e a doçura não são fingidas, nunca se contradiz; é o mesmo diante do mundo e na intimidade; ele sabe, aliás, que se pode enganar os homens, pelas aparências, não pode enganar a Deus. (Lázaro, Paris, 1861)
 
 
Fonte: O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. IX- INSTRUÇÃO DOS ESPÍRITOS

ESPIRITISMO E SEMANA SANTA

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Muitas dúvidas alimentadas no período da semana santa nos surpreendem, porque na maioria das vezes essas dúvidas e "pasmem", supertições, partem quase sempre de "velhos" espíritas.
Costumamos ver no meio espírita, irmãos de estudo ainda preocupados se devem ou não comer carne, se é lícito a casa espírita abrir na Fexta Feira Santa. É preciso lembrar aos nossos irmãos estudiosos da doutrina espírita que, essas práticas empregadas na semana santa, ligadas aos preceitos ou dogmas da religião católica; A qual respeitamos como qualquer outro direcionamento religioso, contudo esses procedimentos divergem por completo dos ensinos vividos por nós, e que se mostram distantes dos nossos entendimentos. É claro que há todo um contexto histórico da questão provenientes dos hábitos milenares ainda enraizados na mente popular, o condicionamento com datas e lembranças e a obrigação católica de adesão a tais práticas.
Se observarmos bem, nos dias de hoje, o que as pessoas costumam fazer nesses dias chamados Santos?... a maioria planeja e realiza viagens para os locais mais distantes dos grandes centros e lá estando se dedicam a que práticas?
Se debruçam sobre fartas mesas, ornadas com muita comida e bebida, atitudes essas que mais provam nossa ignorância do que qualquer sentimento religioso ou pelo menos respeitoso à data.
Queridos irmãos, o que precisamos mesmo fazer nesses dias que na realidade são dias comuns como todos os outros do ano, é continuarmos nossas tarefas de parendizado dos ditames do Cristo e seguirmos na prática da caridade ao nosso próximo, vez que esse é o objetivo maior da doutrina espírita.
Continuemos nossas missões na casa e na causa espírita, com a certeza que o Cristo permanece vivo e trabalhando em prol da evolução de todos nós.
Se algum irmão nosso católico vier a ler esse artigo compreendam que em momento algum ousamos fazer julgamento ou crítica, mas procuramos esclarecer principalmente os nosso irmãos espíritas que ainda se perturbam ao se perguntarem o que podem e o que não podem fazer ou comer durante os dias da "Semana Santa". Ou somos ou não somos espíritas.
Muita Paz, Luz, Estudo, Compreensão e Prática dos Ensinos do Divino Mestre.

                                                  Pedro Aguiar