Prece semanal


Amados irmãos, semana passada recebi por e-mail essa prece e me senti na obrigação de compartilhar com vocês. Não esqueçamos que nossas preces devem sempre ser de gratidão, louvor e por último pedir. Espero que gostem.

"Senhor Jesus, Amigo e Mestre Sublime! Continuamos agradecendo, Senhor, o amparo constante em nossas vidas; a reencarnação que nos permite o acerto de nossa contabilidade perante nossa própria consciência; as oportunidades de crescimento que soubemos aproveitar; as vezes que conseguimos utilizar nossas energias de forma positiva, contribuindo com as pessoas que estão a nossa volta, bem como conosco mesmos.

Mas, Senhor, mesmo diante de tanto a agradecer, voltamos a pedir: que reconheçamos o Seu sublime amparo em nossas vidas; que tenhamos forças para acertar melhor nossa contabilidade; que saibamos identificar as oportunidades que surgem em nosso caminho e que nossas energias possam ser sempre canalizadas na produção das boas obras.

Faça-nos mais fortes e mais conscientes, Senhor. Além de tudo isso, ajuda-nos, Mestre, a manter sempre viva a chama da fé em nossos corações. Muito obrigado por tudo.

Que assim seja!"

Guardados


Curioso, no mundo, é que quase todas as pessoas costumam manter seus guardados. São trastes emperrados, que o apego não permite deles se desfaça. São vestes e utensílios que lembram essa ou aquela ocasião, detendo valores afetivos, conforme se diz nos caminhos terrestres.

Quinquilharias apresentam-se atulhando gavetas várias, assemelhando-se a museus pessoais, detidos nos lares ou em instituições específicas. Vislumbram-se jóias caras, que não são usadas, em virtude do medo, nem têm outra finalidade senão agrilhoar as almas, já de per si tão presas ao amontoado de coisas verdadeiramente sem legítimos valores.

São nossos guardados, afiançamos. Quem nos dera fosse mais fácil guardar virtudes e glórias das conquistas espirituais, em aplicação constante, que, sob nenhuma hipóteses, estariam paralisadas! Quem nos dera fossem nossos guardados utilizados a benefício dos carentes, dos sofredores, adquirindo expressão nobre!

Comentamos, vastas vezes, acerca dos ensinamentos de nosso Jesus, com relação a não fazermos tesouros perecíveis, aqueles que não ficarão em nosso poder ou que são corroídos, consumidos, furtados; entretanto, continuamos a manter guardados inúteis, ao mesmo tempo que alegamos não dispor de recursos de servir a quem suplica amparo.

Ponha-se a criatura a armazenar alegria, para distribuí-las com os tristes; coloque-se o homem a amealhar sorrisos, espalhando bondade pelos caminhos; ajuste-se cada um ao labor de guardar ternura, ofertando-a aos irmãos ao redor, nessa quadra tão crua do sentimento humano, e, sem dúvida, os seus serão os melhores guardados, nas reservas felizes em sua vida, pelo possibilidade de dirigi-los a outros, promovendo júbilos e alevantando vidas.

Guardados que estamos no Amor Divino, guardemos na fé e no trabalho de cada hora o melhor dos nossos empenhos, de modo que, em nome do amor ao próximo, nos libertemos e nos iluminemos, fazendo amigos com os recursos que temos no mundo, como prelecionou Jesus.


(J. Raul Teixeira por Thereza de Brito. In: Nossas riquezas maiores)

Três conclusões


O tempo concedido ao Espírito para uma reencarnação, por mais longo, é sempre curto, comparado ao serviço que somos chamados a realizar.

Meditemos no gasto excessivo de forças em que nos empenhamos levianamente no trato com assuntos da repartição de outrem. Quantos milhares de minutos e de frases esbanjamos por décadas, sem a mínima utilidade, ventilando temas e questões que não nos dizem respeito?

Para conjurar essa perda inútil, reflitamos em três conclusões de interesse fundamental.
O que os outros pensam - Aquilo que os outros pensam é ideia deles. Não podemos usufruir-lhes a cabeça para imprimir-lhes as interpretações que são capazes diante da vida. Um indígena e um físico contemplam a luz, mantendo conceitos absolutamente antagônicos entre si.

Acontece o mesmo na vida moral. Precisamos nutrir o cérebro de pensamentos limpos, mas não estar em nosso poder exigir que os semelhantes pensem como nós.

O que os outros falam - A palavra dos amigos e adversários, dos conhecidos e desconhecidos, é criação verbal que lhes pertence. Expressam-se como podem e comentam as ocorrências do dia-a-dia com os sentimentos dignos ou menos dignos de que são portadores.

Efetivamente, é dever nosso cultivar a conversação criteriosa; contudo, não dispomos de meios para interferir na manifestação pessoal dos entes que nos cercam, por mais caros nos sejam.

O que os outros fazem - A atividade dos nossos irmãos é fruto de escolha e resolução que lhes cabe. Sabemos que a Sabedoria Divina não nos criou para cópias uns dos outros. Cada consciência é domínio à parte.

As criaturas que nos rodeiam decerto que agem com excelentes intenções, nessa ou naquela esfera de trabalho, e, se ainda não conseguem compreender o mérito da sinceridade e do serviço ao próximo, isso é problema que lhes compete e não a nós. Fácil deduzir que não podemos fugir da ação nobilitante, a benefício de nós mesmos, mas não nos compete impor nas decisões alheias, que o próprio Criador deixa livres.

À vista disso, cooperemos com os outros e recebamos dos outros o auxílio de que carecemos, acatando a todos, mas sem perder tempo com o que possam pensar, falar e fazer. Em suma, respeito para os outros e obrigação para nós.


(Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira por Emmanuel e André Luiz. In: Estude e Viva)

Tópicos de coragem


Muitos companheiros evidenciam admirável coragem nos momentos de heroísmo.

O homem que dominou um animal selvagem, colocando-lhe o freio...
Outro que venceu o campeonato de mergulho em águas perigosas...
E ainda outro que adquiriu enorme destaque na corrida de pedestres...

Todos eles, pela disciplina que demonstram são dignos de respeito. Outro tipo de coragem, porém, existe, característica nos seguidores do Cristo: — a coragem da fé.

Aquela de se calar alguém para que outros falem mais alto; de suportar humilhações e agravos sem deteriorar a imagem dos adversários e agressores; de cumprir alegremente as obrigações assumidas no tempo, mesmo quando se transfiguram em desagradável rotina; de auxiliar aos outros, sem esperar qualquer aplauso público; e aquela de se esquecer a criatura, a fim de que outros recolham as vantagens de serviço que empreenderam e sustentaram com imenso esforço, sem perder o sorriso de cordialidade e compreensão.

O heroísmo será talvez mais fácil pelo deslumbramento de uma hora, perante a admiração dos homens; entretanto, a coragem da fé será sempre difícil, porque exige a repetição incessante do cultivo da humildade e da tolerância, da renúncia e da dedicação ao próximo, no desdobramento do dia-a-dia.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Espera servindo)

PODER DA FÉ

 1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)


Partindo de estudos como esses caros irmãos, devemos procurar de todoas as formas alimentar nossa fé,pois de nada adianta dizermos ao vento que temos fé,se ao menos conhecemos esse sentimento. O Cristo na sua passagem por nosso planeta exemplificou da forma mais perfeita como precisamos agir, nos dias de hoje ainda presenciamos acontecimentos das mais variadas naturezas principalmente de incompreenssões e desavensas, fatos esses de fácil acontecimento pela nossa falta de interesse em seguirmos o que manda os ensinos do nosso irmão maior e mestre. Cultuemos em nós a fé verdadeira e os males do nosso cotidiano serão banidos ou pelo menos aliviados. 

87 anos de desencarne de Gabriel Delanne





François Marie Gabriel Delanne nasceu em Paris, no dia 23 de março de 1857 e desencarnou na mesma cidade no dia 15 de fevereiro de 1926. Seu pai era amigo íntimo de Allan Kardec e sua mãe foi uma das médiuns que colaborou com a obra do Codificador do Espiritismo.

Allan Kardec, Léon Denis e Gabriel Delanne merecem, por seu devotamento à Ciência Espírita, serem chamados “Apóstolos do Espiritismo”. Dentre eles, apenas Gabriel Delanne nasceu numa família que já conhecia o Espiritismo. Foi cientista, engenheiro e filósofo. Pelas observações efetuadas, esclarecia que a inteligência que se manifesta não emanava dos médiuns (operadores).

Acumulou provas da existência dos espíritos, e elas passaram a se revestir de um caráter cada vez mais forte, de forma que nenhuma denegação seria capaz de combater a evidência da intervenção dos espíritos nas manifestações.

Publicou as seguintes obras: “As Aparições Materializadas – vol. I e II”, “O Fenômeno Espírita”, “A Alma é Imortal”, “O Espiritismo Perante a Ciência”, “A Evolução Anímica”, “Katie King História de suas Aparições”, “A Reencarnação”, “Ouçamos os Mortos”, “Investigações sobre a Mediunidade”, “Documentos para Servir ao Estudo da Reencarnação”, “As Aparições dos Vivos e dos Mortos”.


Fonte: Gabriel Delanne: Sua Vida, seu Apostolado, sua Obra, de Bodier, Paul e Regnault, Henri (Rio de Janeiro, C. E. Léon Denis, 1988.